Você sabia que mais de 1,3 bilhão de adultos no mundo ainda não têm conta bancária? Isso significa que muitas pessoas estão fora da economia moderna e dependem apenas do dinheiro em espécie para fazer suas transações.
Essas pessoas estão enfrentando o que chamamos de “clivagem digital-dinheiro”, que as exclui das oportunidades financeiras que temos hoje. Para resolver esse problema, os governos precisam promover ativamente as CBDCs, ou “moedas digitais dos bancos centrais”, que funcionam como uma alternativa segura ao dinheiro físico.
Inclusão financeira como prioridade
Ter acesso ao sistema financeiro é vital para o crescimento de um país. Quando mais pessoas têm acesso a serviços financeiros, isso ajuda a ampliar a base de capital e traz maior estabilidade econômica. Além disso, isso garante que as mudanças nas taxas de juros beneficiem todos, evitando fraudes.
A maioria das pessoas com baixos rendimentos usa dinheiro porque é fácil, aceito em qualquer lugar e sem taxas de transação. Mas a ausência de registros digitais dificulta a inclusão dessas pessoas no sistema financeiro.
Para gerenciar e armazenar dinheiro em áreas remotas, é necessário muito investimento, e por isso muitos serviços financeiros desistem. Isso cria uma situação em que quem não tem conta bancária é visto como um alto risco, resultando em menos acesso a seguros e créditos.
Alguns bancos centrais já percebem a inclusão financeira como uma parte essencial de sua missão e estão adotando políticas que garantem o acesso de todos à economia formal. Eles estão explorando a emissão de CBDCs como uma forma de acelerar esse progresso.
Estudos mostram que cerca de 60% dos países emergentes consideram a inclusão financeira sua maior motivação para emitir CBDCs. Essas moedas digitais oferecem um caminho seguro para que as pessoas sem conta bancária se integrem à economia formal.
As CBDCs podem ser distribuídas por bancos e instituições não bancárias, facilitando o acesso a quem mais precisa. Elas também podem permitir transações offline, o que é crucial para pessoas em áreas com Internet limitada.
É importante que as CBDCs priorizem o bem-estar das pessoas em vez de lucro, oferecendo serviços com custos menores. Isso torna a rede acessível para todos, mesmo para aqueles que não têm conta bancária.
Além disso, como as CBDCs são geridas por bancos centrais, elas têm menos restrições de liquidez, tornando-se uma opção confiável. Com isso, as pessoas podem participar da economia formal e ter acesso a serviços financeiros como poupança e crédito.
Pesquisas recentes indicam que 86% dos adultos já possuem um celular e 79% têm conta bancária, mas ainda há 1,3 bilhão de pessoas sem conta. Isso mostra que, mesmo com tecnologia disponível, muitos ainda estão excluídos.
Por isso, as CBDCs são uma solução promissora para oferecer serviços financeiros seguros e acessíveis. Governos e bancos centrais devem trabalhar juntos para integrar essas pessoas na economia formal.
Fonte original: https://cointelegraph.com/news/governments-cbdcs-financial-inclusion?utm_source=rss_feed&utm_medium=rss&utm_campaign=rss_partner_inbound. Conteúdo adaptado pela equipe do GraficoCrypto.