Uma troca de criptomoedas, a Coinbase, está sendo processada na Califórnia. O motivo? Fundos congelados que podem estar ligados a um roubo de phishing de US$ 55 milhões.
O processo alega que um bilionário misterioso, após lavar o dinheiro por meio de um serviço de mixagem de criptomoedas, depositou parte do dinheiro roubado em uma conta da Coinbase, onde os fundos estão congelados.
O autor do processo, que mora em Porto Rico, quer que o tribunal declare que ele é o verdadeiro dono do dinheiro congelado e que a Coinbase o devolva. Além disso, o processo menciona um réu desconhecido, chamado John Doe, que teria realizado o roubo.
Essa situação levanta uma questão importante sobre como as bolsas de criptomoedas lidam com fundos que foram roubados. Segundo a reclamação, a Coinbase “reconheceu” que possui esses fundos rastreáveis, mas diz que é necessária uma ordem judicial antes de liberar os ativos.
O caso destaca um problema recorrente na recuperação de criptomoedas roubadas. Muitas vezes, as exchanges congelam os fundos suspeitos, mas exigem uma ordem judicial antes de devolver o dinheiro ao legítimo proprietário.
Esse processo vem quase dois anos após um elaborado ataque de phishing que resultou no roubo dos US$ 55 milhões. A vítima foi enganada a clicar em um link malicioso, que deu acesso ao seu dinheiro.
A Coinbase foi contatada para dar mais informações sobre os fundos roubados e o processo de recuperação para o usuário.

A Coinbase está enfrentando um processo por conta de fundos ligados ao roubo de US$ 55 milhões. Fonte: CourtListener
O malicioso Inferno Drainer facilitou o roubo de US$ 55 milhões
O ataque de US$ 55 milhões foi realizado usando uma ferramenta chamada Inferno Drainer, que permite a golpistas roubar ativos digitais sem precisar explorar falhas de segurança em códigos.
A vítima do roubo buscou ajuda de empresas que analisam criptografias para tentar rastrear o dinheiro. Elas encontraram evidências ligando a lavagem dos fundos a um cidadão da Ucrânia chamado Okelsiy Oleksandrovych Gorelikhin.
No final de novembro de 2024, a empresa que fez a análise avisou a Coinbase sobre os fundos roubados. A Coinbase confirmou que o dinheiro estava numa conta de usuário e tomou medidas para bloquear esses ativos enquanto investigava.
O processo afirma que a criptomoeda roubada guardada na conta da Coinbase é “propriedade identificável” dos ativos que foram subtraídos e que o réu já pediu a devolução.
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O ano de 2024 foi marcado por um aumento no uso de ferramentas fraudulentas, com o Inferno Drainer triplicando em prol do crime, saltando de 800 para mais de 2.400 aplicativos maliciosos ao longo do ano, segundo a empresa de segurança blockchain Blockaid.
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Fonte original: https://cointelegraph.com/news/coinbase-sued-for-withholding-frozen-crypto-linked-to-55m-defi-saver-hack?utm_source=rss_feed&utm_medium=rss&utm_campaign=rss_partner_inbound. Conteúdo adaptado pela equipe do GraficoCrypto.