Você sabia que os cartões criptográficos podem estar perdendo relevância rapidamente? Eles são apenas uma solução temporária para um mundo que ainda não abraçou totalmente as criptomoedas.
Esses cartões normalmente dependem de bancos, como Visa e Mastercard, e operam sob regras que lembram o sistema financeiro tradicional.
Na prática, muitas vezes você vende suas criptos para usar seu cartão. Isso significa que seus ativos param de render e cada transação gera um evento tributável, o que não é nada inovador.
A medida que os bancos digitais baseados em blockchain se tornam mais comuns, esses cartões que agem como cartões de débito vão desaparecer. Novos sistemas tratarão cartões como uma simples interface para gerenciar crédito dentro do blockchain.
O problema com os cartões criptográficos atuais
Para entender a necessidade dessa mudança, considere o que ocorre com os cartões criptográficos da atualidade. Quando os usuários precisam vender seus ativos para gastar, reafirmam a ideia errada de que é preciso escolher entre liquidez e propriedade.
Os cartões fazem essa troca, exigindo que os ativos sejam convertidos em fundos que podem ser gastos. Isso interrompe o rendimento e torna o sistema insustentável sem subsídios.
As regras fiscais atuais tratam a conversão de criptomoedas em moeda comum como uma venda, o que significa que cada café comprado resulta em um relatório de ganhos e você perde a chance de usar seu ativo produtivo. Além disso, os emissores dos cartões cobram taxas por transação.
O crédito on-chain corrige esses problemas
Com o crédito dentro da blockchain, ao invés de vender seus ativos, você pode depositá-los para gerar rendimento, abrir uma linha de crédito e gastar com base nisso. Isso significa que suas criptos continuam rendendo enquanto você utiliza o crédito.
Quando o cartão é usado, a dívida aumenta, mas os ativos permanecem rendendo até que você decida vendê-los. Não há conversões forçadas. Com rendimentos de até 12% em protocolos DeFi, os usuários mantêm seu poder de compra.
Qualquer ativo lucrativo pode ser garantia
Essa mudança do débito para o crédito altera radicalmente o que é possível. A pergunta passa a ser: “o que pode ser usado como garantia?” e não mais “o que posso gastar?”
Ativos como ações, criptos com rendimento e até títulos do governo podem ser usados como garantia, sem necessidade de serem convertidos em dinheiro. Dessa forma, os ativos permanecem produtivos, e os usuários não precisam escolher entre liquidez e rendimento.
O cartão é apenas uma interface
O cartão em si não é o produto. Ele é uma camada que facilita o uso, mas o que realmente importa é a linha de crédito: a capacidade de decidir em tempo real se o gasto deve ser permitido.
Embora os cartões atendam tanto comerciantes quanto consumidores, quando o crédito se torna a prioridade, diferentes métodos de pagamento se tornam intercambiáveis.
Gerenciando riscos por meio da transparência
Um sistema como esse levanta questões sobre segurança e volatilidade. Como proteger os consumidores de perdas ao utilizar os bens como garantia?
A governança estabelece limites, garantindo que empréstimos sejam sempre inferiores ao valor das garantias, que continuam a render. Nesse sistema, o risco se torna transparente.
O caminho a seguir
Para gerenciar esse risco, o sistema precisa ser bem governado. As regras tornam-se claras e os usuários sabem exatamente como seus ativos são tratados.
Os cartões criptográficos não vão desaparecer porque falharam, mas sim porque funcionaram como uma ponte entre as criptos e um sistema financeiro ainda tradicional. À medida que o uso de criptomoedas se popularizar, gastar não vai precisar mais de bancos. Lembre-se: o cartão é apenas uma interface, mas o crédito é o verdadeiro sistema.
Fonte original: https://cointelegraph.com/news/onchain-credit-is-the-future?utm_source=rss_feed&utm_medium=rss&utm_campaign=rss_partner_inbound. Conteúdo adaptado pela equipe do GraficoCrypto.